domingo, 21 de outubro de 2012

Ficção


Segunda-feira

Do alto da sacada fumando olhei para baixo, a rua tranquila para um domingo de tardinha. Um cara seco meio estranho passa na parada e fica espreitando um outro homem porte mais viril.  Como dois galos. O mais robusto deu três passos no lugar e o outro saiu a cacarejar, quer dizer, saiu falando coisas desconexas e gritando, do alto imaginei que seria um assalto, preparava a intervenção, um grito, e não foi assim. Certo que a noite nada me renderia, mas ainda assim nessa casa tinha no hall do sexto andar, um grupo de jovens tocando um som, "no décimo andar da João Pessoa..."

Nenhum comentário:

Postar um comentário